Catequistas participam de formação sobre proteção à vida

No mês da campanha Setembro Amarelo, a assistente social Aline Ione conversou com os catequistas sobre a importância de ouvir o próximo.

Os catequistas da Paróquia Santa Maria do Pobres participaram na noite desta sexta-feira (25/10) de uma formação online sobre a proteção à vida. A palestra foi ministrada pela assistente social Aline Ione. O encontro ocorreu durante o mês dedicado à campanha Setembro Amarelo, sobre a prevenção ao suicidio.

A cada 40 segundos, uma pessoa tira a própria vida no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Um problema que afeta cidadãos de diferente idades, independente da religião. Mas ouvir com atenção e acolher sem julgamentos pode ser fundamental para salvar uma vida.

“Precisamos conversar com as pessoas, ficar aberta às pessoas, olhar ao nosso redor e tentar entender o que está acontecendo. Quantos estão em casa e não tem com quem falar”, alertou Aline.

A assistente social ainda lembrou a importância do encaminhamento para profissionais da área de psicologia ou psiquiatria. Para Aline, a igreja, assim como a família e os amigos, são importantes fatores de proteção à vida, mas a igreja não é o lugar onde se resolvem todas as questões.

“Eu, como catequista, às vezes preciso dizer: é importante conversar com o padre, mas você precisa de uma ajuda profissional voltada para saúde mental”, ressaltou.

Durante o encontro, os catequistas puderam tirar dúvidas sobre o tema, além de aprenderem como se comportar diante de um catequizando com sinais de doenças, como depressão e ansiedade.

“Dentro da catequese temos uma vivência direta com as crianças, os jovens e os adultos. Esta formação veio para ajudar os catequistas a lidarem com os catequizandos e saber como nos ajudar, entre nós, enquanto pastoral”, explicou uma das coordenadoras da catequese, Rafaela Ramos.

Para a catequista Hanna Karina Duarte, 22 anos, o encontro foi uma amostra de que a luz de Deus ilumina todas as realidades da vida.

“Isso vai ajudar muito, não só na prática como catequista, mas como cristãos católicos. Muitas vezes não sabemos lidar com a ansiedade, a depressão, os casos de automutilição ou suicídio e formações como essas nos ajudam a entender o tema e poder ajudar com a palavra de Deus”, disse.

“Hoje, vejo uma forma de poder ajudar através da orientação sobre buscar ajuda profissional e também acolhendo, ouvindo, como todos nós católicos podemos fazer”, completou.

Texto:  JULIANA ANDRADE

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *