Quaresma: somos chamados a vivenciar práticas de conversão

Fonte: Arquidiocese de Brasília


A solenidade da Páscoa do Senhor é a festa mais importante para os cristãos. Nela celebramos a vitória de Cristo sobre a morte. A ressurreição do Salvador.

Para viver um tempo de tamanha importância a Igreja convida os cristãos a prepararem seus corações. Por isso, na Quarta-Feira de Cinzas tem início a Quaresma, que são os quarenta dias que antecedem a Páscoa e tempo em que somos chamados à penitência e convidados a vivenciar práticas de conversão.

A Quaresma é um caminho bíblico, pastoral, litúrgico e existencial para cada cristão pessoalmente e para a comunidade cristã em geral e termina com a noite em que celebramos a última Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa.

Apesar de ser um tempo de preparação, o verdadeiro sentido da Quaresma vai além, fazendo-nos refletir sobre uma nova proposta de vida em Jesus Cristo, não só por 40 dias, mas para a vida toda, o ano todo.

E como podemos vivenciar verdadeiramente este tempo? A liturgia que abre o Tempo da Quaresma proclama o Evangelho em que Nosso Senhor fala da esmola, da oração e do jejum, os quais nos conduzem a um caminho de conversão.

Neste sentido a Igreja propõe exercícios quaresmais de conversão, veja:

Oração: A oração é a expressão máxima de nossa fé. É por ela que conseguimos uma verdadeira sintonia com Deus e que também Deus chega até nós com a Sua graça. Toda a nossa vida deveria ser uma oração, ou seja, uma comunicação com o divino em nós.

Jejum: É importante saber que o jejum é uma prática muito mais interior que exterior, não é apenas algo que se deixa de comer, mas tem um propósito: abster-se de certos alimentos ou bebidas. O jejum não é uma dieta, mas uma prática espiritual que visa uma intimidade maior com Deus. O jejum é para a conversão, mas também para que amemos mais Deus e o próximo.

Esmola ou caridade: O que significa esmola? Dar esmola significa dar de graça, dar sem interesse de receber de volta, sem egoísmo, sem pedir recompensa, mas em atitude de compaixão. Ir ao encontro dos irmãos mais necessitados, dos que mais precisam. Exercer verdadeiramente a caridade.

Sugestões:

– Em oração, colha de Deus uma penitência ou mortificação pessoal que você possa viver neste tempo de retiro. Por exemplo: deixar algo de que gosta muito de fazer ou de comer, falar menos, diminuir o barulho ao seu redor, assistir menos à televisão, reconciliar-se com as pessoas e situações, fazer um bom exame de consciência e confessar-se. Nos dias de jejum, oferecer a quem não tem o que você iria comer e beber etc.

– Quaresma é também conversão, revisão de vida e mudança de atitude. É tempo de olhar para tudo o que temos vivido e como temos vivido: nossos relacionamentos em casa, no trabalho, na escola, nosso relacionamento com Deus. Como está o meu relacionamento com Deus? Como tenho tratado meu irmão?

– Quaresma é tempo do perdão. Por isso perdoe, peça perdão e deixe se perdoa por Deus. Faça uma boa confissão, pois Deus espera ansioso para nos perdoar. Em nossas paróquias, além do tempo normal de confissões, temos os mutirões de confissão, celebrações penitenciais. Tudo se torna propício para nossa conversão. Por isso, não podemos perder tempo.

Convite do Papa Francisco

O Santo Padre pede nesta Quaresma a reflexão sobre os acontecimentos dos últimos tempos, e cita a passagem bíblica do Evangelista Mateus, capítulo 24 versículo 12. “Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos”.

Esta frase situa-se no discurso que trata do fim dos tempos, pronunciado em Jerusalém, no Monte das Oliveiras. Dando resposta a uma pergunta dos discípulos, Jesus anuncia uma grande tribulação e descreve a situação em que poderia encontrar-se a comunidade dos fiéis: diante de fenômenos espaventosos, alguns falsos profetas enganarão a muitos, a ponto de ameaçar apagar-se, nos corações, o amor que é o centro de todo o Evangelho.

O Papa Francisco adverte para as inúmeras formas que os falsos profetas podem assumir.

Para enfrentar essas tribulações, neste tempo quaresmal, diante desses sinais de resfriamento, a Igreja oferece o remédio da oração, da esmola e do jejum. “Ouvir a palavra do Senhor e alimentar-nos do Pão Eucarístico permitirá que o nosso coração volte a inflamar-se de fé, esperança e amor.” aconselha o Papa.

Uma boa e santa Quaresma a todos!

Por Kamila Aleixo

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